Começaram a valer nesta terça-feira (3) as mudanças no funcionamento do semáforo do cruzamento da Avenida Attílio Fontana com a Rua Piratini. A intervenção é executada pelo Departamento de Trânsito e Rodoviário (Deptrans), ligado à Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito (SMST), e busca ampliar o tempo de sinal verde para oferecer mais fluidez ao tráfego nos pontos de maior movimento. No local, passou a ser proibida a conversão à esquerda para quem trafega pela Attílio Fontana.
As mesmas alterações serão implantadas gradativamente em outros dois cruzamentos da área central: nesta quarta-feira (4), na interseção das ruas São João e Raimundo Leonardi, e na quinta-feira (5), no encontro das ruas Raimundo Leonardi e Santos Dumont. No primeiro desses pontos, a conversão à esquerda deixará de ser permitida na São João; no segundo, a restrição valerá para quem estiver na Santos Dumont.

Em todos esses cruzamentos, além da nova sinalização, haverá ajustes nos tempos dos semáforos. Durante os próximos dias, a Guarda Municipal atuará nos locais para orientar os motoristas e fiscalizar o cumprimento das novas regras de circulação.

Estudos técnicos – As intervenções resultam de estudos iniciados ainda no ano passado, baseados em levantamentos de dados realizados pela Prefeitura de Toledo em parceria com a 4Mob Engenharia, responsável pelo serviço de programação semafórica. “Esse trabalho busca adequar a programação dos semáforos às variações de fluxo ao longo do dia, como foco na otimização dos tempos semafóricos, garantindo o menor atraso possível para os usuários que trafegam pelas vias”, pontua o engenheiro de transportes da empresa, Guilherme Belegante. “As programações são ajustadas com base nos volumes captados durante as contagens”, completa, ao assinalar que, em alguns eixos, o sentido de maior movimento se inverte entre a manhã e o fim da tarde.

Segundo a coordenadora do setor de Engenharia de Tráfego do Deptrans, Raquel Wesseling, os estudos da 4Mob permitem, conforme o horário e o volume de veículos, a aplicação de até sete programações diferentes, com os ciclos semafóricos se ajustando conforme a demanda. O sistema prioriza os sentidos com maior fluxo em determinados períodos do dia, aumentando o tempo de sinal aberto e reduzindo filas e retenções nos cruzamentos.
Ela esclarece que atualmente os semáforos operam com apenas uma programação ao longo de todo o dia. “Com a análise da 4Mob, vamos ter em torno de sete planos ao longo do dia”, salienta, ao frisar que cada programação será ajustada aos horários de pico e às diferentes densidades de tráfego. “As novas configurações permitirão distribuir melhor o tempo de sinal verde conforme a demanda de cada via”, pontua.


O secretário de Segurança e Trânsito, Rogério de Lima, afirma que a proibição das conversões à esquerda tem como base dados técnicos sobre o fluxo de veículos. “Entre 17 e 18 horas, cerca de 600 veículos passam todos os dias pela Senador Attílio Fontana, e menos de 7% fazem a conversão à esquerda”, exemplifica. “Por causa dessa manobra, é necessário manter o semáforo vermelho por mais tempo para quem vem no sentido oposto ou pela via transversal”, reforça.
Segundo ele, a eliminação dessas conversões permite ampliar o tempo de sinal verde e melhorar a sincronização dos semáforos. “No lugar de quatro tempos, em que um sentido fica aberto e os outros três fechados, passamos a ter dois, com ambos os sentidos da mesma via abertos ao mesmo tempo”, compara. “Isso reduz o tempo de espera e ajuda a evitar congestionamentos”, observa.

Fiscalização e orientação – O secretário enfatiza que haverá fiscalização para garantir o cumprimento das novas regras e orienta os condutores sobre alternativas de trajeto. “Estamos analisando instalar câmeras nesses cruzamentos para inibir as conversões proibidas”, comenta. “Quem vem do bairro em direção ao Centro pode fazer o ‘looping de quadra’ para chegar à Piratini fazendo somente conversões à direita”, indica.
Rogério reconhece que pode haver impacto inicial para quem estava habituado à conversão à esquerda, mas sustenta que o benefício será coletivo a longo prazo. “Entre 15 e 20 dias todos estarão adaptados às mudanças”, ressalta. “Os efeitos positivos logo serão percebidos na forma de maior fluidez e mais segurança viária”, destaca.












