Mãe que perdeu o filho de 6 anos após retirada de amígdalas fala sobre o atendimento

Foto de: Catve.com

A CATVE esteve no município de São José das Palmeiras para ouvir a mãe que perdeu o filho de apenas 6 anos no dia 05/07. Segundo a família, uma sequência de erros na saúde pública pode ter agravado o quadro da criança que havia passado por uma cirurgia de retirada de amígdalas em Curitiba que resultou no óbito.


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A mãe, Bruna Andrade, está inconsolável. No final da tarde de quarta-feira (6), ela sepultou o filho Ygor Andrade, enquanto falava com a nossa equipe ela mostrou uma foto especial, que foi impressa para colocar em um quadro. O sorriso era a marca registrada do menino.

A criança iniciou o tratamento de laringite aguda há 2 anos, e no ano passado teve piora do quadro clínico. Os médicos indicaram a cirurgia para tratar os agravos respiratórios e devido demora em função da pandemia o SUS só liberou o procedimento para 2022. No dia 30 de junho houve a retirada das amígdalas e adenoide em um hospital de Curitiba, mas o médico orientou a mãe a retornar urgentemente caso houvesse sangramentos.

Conforme a mãe, no final de semana Ygor não se alimentava porque reclamava que a garganta estava doendo. Ele perdeu peso e estava muito fraco. Na segunda-feira (4), começou a sangrar pela boca e nariz, mas ao ligar para a Central do Samu, informaram para aguardar.

Diante da negativa de levar o garoto para Curitiba, alegando o protocolo, o menino deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Toledo e a mãe recebeu outra notícia preocupante. Bruna voltou com o filho pra casa e um dia depois, na terça-feira (5), Ygor teve novo sangramento.

Desesperada, a mãe e o padrasto ligaram pedindo socorro no posto de saúde da cidade implorando para que o filho fosse encaminhado ao hospital, o único da cidade. Diante da nova demora, o vizinho colocou a criança no carro e correu. Quando chegaram na unidade, a criança já estava morta.

A família mora na zona rural do município de São José das Palmeiras, há 60 km de Toledo. Apesar da distância, o acesso não é difícil e para a mãe do pequeno Ygor, houve negligência em todo caminho de tratamento de saúde do filho, desde quando fez a cirurgia em Curitiba até quando acionou o Samu pela última vez aqui da propriedade onde moram.

O único hospital de São José das Palmeiras é particular e era conveniado com a prefeitura. Segundo o Secretário de Saúde, a unidade foi interditada pela Vigilância Sanitária e o município aguarda autorização para retornar com o contrato.

Quando há necessidade de atendimento, a população tem uma unidade de saúde à disposição ou o paciente é deslocado para Toledo.

Em nota, a direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Toledo informou que Ygor Andrade foi amplamente assistido pela equipe e que não houve necessidade de internamento na ocasião, devido melhora clínica. a unidade também enfatizou que os profissionais que atenderam o paciente adotaram todas as medidas previstas nos protocolos clínicos para o caso, que os fatos estão sendo apurados e o óbito segue em investigação.

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Fonte: Catve.com
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