"Acreditei que era uma agência de emprego", diz vítima de tráfico de pessoas que conseguiu fugir da Espanha; veja como denunciar

Foto de: G1

Uma mulher paranaense relatou os momentos de medo e de perigo que passou ao ser vítima de um caso de tráfico de pessoas. Ela conta que conseguiu escapar de um esquema de prostituição internacional na Espanha.

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Em conversa com uma equipe de reportagem da RPC, a mulher preferiu não se identificar. Segundo ela, tudo começou quando ela procurou um local que parecia ser uma agência de empregos regular e recebeu uma oferta para trabalhar no país europeu. Ao chegar na Espanha, foi levada a uma casa de prostituição.

"Falaram que poderia trabalhar de baby sitter, em cafeteria. Tinha vários, eu poderia, né, me enquadrar na vaga. E eu aceitei que, quando chegasse no local, iria ver o que estava disponível. E, quando eu cheguei, não era isso. Tinha um casal me esperando e me levaram para um alojamento, e lá eu vi que não era o que eles falaram", relatou. A mulher conseguiu escapar e voltou para o Brasil sem se prostituir, porque teve as malas extraviadas na viagem de ida. Ela vive amedrontada desde que voltou ao país.

"Foi uma situação bem complicada, tinham todos os meus dados, meu endereço, minha vida toda, né, na minha cidade. Então, foi bem traumatizante, muito medo, porque quando eu fui, acreditava que era uma agência de emprego", disse.

Dados do Ministério da Justiça mostram que 86% das vítimas de tráfico de pessoas para a exploração sexual são mulheres e que 78% das pessoas que aliciam também são. Muitas são colocadas na função de aliciadoras para se livrar da exploração.

Atenção às redes sociais
Especialistas chamam à atenção para o uso das redes sociais, que muitas vezes viram porta de entrada para o crime, já que os primeiros contatos podem ser feitos pela internet.

O especialista em crimes cibernéticos, Demetrius Gonzaga, alerta que podem existir diferentes tipos de perfis falsos no universo digital para chamar a atenção das vítimas.

Ele detalha que muitos aliciadores aproveitam inclusive da crise econômica para fazer promessas de empregos no exterior.

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Fonte: G1
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