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Cidadania e difusão da cultura afro marcam Semana da Consciência Negra

Foto de: Divulgação

A promoção da cidadania por meio do debate e de ações afirmativas contra a discriminação racial e a difusão da cultura afro-brasileira foram a marca da Semana da Consciência Negra, realizada pela primeira vez com a organização da Secretaria da Cultura. A pasta contou com o apoio de vários parceiros: secretarias de Esportes e Lazer, de Comunicação e de Administração, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Quilombo Tekohá, Grupo Tenda, Afro Hair, Grupo Senzala, Batalha da Resistência, Central Única das Favelas (Cufa) e Embaixada Solidária.  

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Iniciadas na terça-feira (16), as atividades foram encerradas no sábado, 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. Vários pontos da cidade receberam as atrações: Quilombo Tekohá, Centro Cultural Ondy Hélio Niederauer, Centro da Juventude (CJU) Marcio Antônio Bombardelli (Europa), CJU Mariana Luiza von Borstel (Coopagro), Biblioteca Pública Municipal - Central e Extensão Vila Pioneiro, Centro de Artes e Esportes Unificado de Toledo (CEU das Artes) e Parque Ecológico Diva Paim Barth. 

O cartão postal da cidade, aliás, recebeu o encerramento da programação no fim da tarde do último sábado (20), apresentando ao público roda de capoeira, oficinas de jongo e maracatu, desfile de roupas, cabelos e maquiagem afro, trancistas, feira de arte e artesanato com temática afro e varal de cordel. O gran finale ficou por conta do show “O fino do samba”, com Tays Vilaca e Arthur Gobbi. “Foi um momento para reflexão e também de comemoração pela riqueza da cultura afro, que implica diretamente na identidade cultural do nosso povo. Tivemos uma boa adesão e já estamos iniciando os preparativos para que a Semana da Consciência Negra também seja realizada no ano que vem, agregando mais forças, e fortalecendo esse evento a fim de que sua mensagem reverbere nos mais diversos espaços públicos, acentuando a necessidade do poder público de promover políticas públicas que promovam a educação antirracista, que debatam o racismo estrutural e que deem visibilidade para a riqueza da cultura afro”, analisa a secretária da Cultura, Rosselane Giordani.

Demais atividades
A solenidade de abertura da Semana da Consciência Negra ocorreu na tarde de terça-feira no Ondy Hélio Niederauer em ato que contou com a presença de várias autoridades e foi seguido por roda de conversa mediada pela professora Carolina Recalcatti com os professores Francy Rodrigues da Guia Nyamien (da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste) e João Lopes (da Secretaria de Estado da Educação - Seed/PR), os quais abordaram, respectivamente, os temas “Diversidade Cultural e as Questões Étnico-Raciais” e “A importância da compreensão das questões étnico-raciais em todos os espaços da esfera pública”.

Do lado de fora do auditório, produtos artesanais foram expostos no hall de entrada e dezenas de crianças participaram na extensão da Biblioteca Pública Municipal de contação de histórias infantis. Na unidade central deste equipamento público, pela manhã, houve também contação de histórias infantis e oficina de bonecas Abayomi.

No dia seguinte, o Centro Cultural localizado na Grande Pioneiro também foi palco de exposição de artesanato com temática afro organizada pelo Grupo Tenda e de roda de conversa sobre “Desigualdade racial” ministrada pela ex-integrante do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial do Paraná (Consepir), Cláudia Augusta Ikandayo dos Santos, e mediada pelo professor Ney Arboleia. Outra roda de conversa, promovida pelo Quilombo Tekohá com apoio da Secretaria da Cultura, na sede do coletivo, tratou do tema “Cultura e Etnia” e contou com as presenças confirmadas da professora Eliane Moura e do servidor público federal aposentado Domingo Douglas Pereira.

Na quinta-feira (22), a programação da Semana da Consciência Negra chegou a três espaços: à Escola Municipal São Francisco de Assis, onde houve contação de histórias infantis e oficina de capoeira com o professor Henrique Laurentino (Grupo Senzala); à Biblioteca Pública Municipal, palco de contação de histórias infantis e oficina de bonecas Abayomi; e ao CJU do Coopagro, que recebeu oficina de capoeira com Henrique Laurentino, o qual, ao lado de Leonardo Soares (Batalha da Resistência), protagonizou roda de conversa.

Henrique, por sinal, ministrou no dia seguinte mais duas oficinas de capoeira: na Escola Municipal Olivo Beal e no CJU do Europa. O espaço recebeu ainda uma roda de conversa com Henrique, Leonardo e o grafiteiro Isaac Souza de Jesus, o qual ministrou ali uma oficina de grafitagem.

Fonte: Assessoria



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