40% dos condutores notificados em operação em Cascavel não portavam CNH

Foto de: Catve.com

Na noite de quarta-feira (11), em três horas de operação, várias irregularidades foram flagradas na Avenida Brasil, proximidades da Praça do Migrante.

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De acordo com a Transitar, além de embriaguez ao volante (um encaminhamento à 15ᵃ SDP) e dois usuários de entorpecentes, 40% dos condutores notificados estavam sem habilitação, situação que se tornou corriqueira e preocupante e que interfere na segurança viária. Por irregularidades, três veículos foram removidos ao pátio.

O segundo tenente Nathan, comandante do Pelotão de Trânsito do 6° BPM de Cascavel, coordenou a operação e salientou que, em média, 40% dos veículos abordados nessas ações integradas apresentam alguma irregularidade, como documentação do condutor devido à suspensão da CNH, cassação ou falta de conclusão do processo da primeira habilitação, dentre outras. "O motorista é um profissional na condução do veículo e não pode estar na via sem habilitação, uma vez que é responsável pela vida de terceiros e de si próprio", enfatizou, lembrando que os condutores não estão respeitando o básico da sinalização, por falta de preparo, como uma parada obrigatória e o sinal vermelho.

E as situações irregulares encontradas nas blitze somam-se a fatores que mais provocam sinistros graves e gravíssimos, e com óbitos, como destacou a supervisora de trânsito da Transitar que acompanhou a operação, Patrícia Martins de Moura. "Um trânsito mais humano depende do preparo e do bom senso do condutor, e a habilitação é fator fundamental para garantir isso. Essas irregularidades constatadas estão diretamente ligadas à falta de regras e de seguir o que está no Código de Trânsito Brasileiro?, alerta Moura.

39 mortes no trânsito; 18 em moto

De janeiro até ontem (11) já são 39 mortes no Município, incluindo o perímetro urbano, rodovias e vias marginais. Dessas, 18 motociclistas. Das 16 mortes registradas somente no perímetro urbano, 11 envolveram condutores de motos.

A presidente da Transitar, Simoni Soares, avalia que com a pandemia e o consequente aumento dos serviços de delivery, o número desses trabalhadores aumentou consideravelmente, bem como os excessos praticados no trânsito no intuito de aumento de produtividade, como o uso do celular durante a condução da motocicleta, o excesso de velocidade e o avanço de sinal/preferencial. "É notória a necessidade do trabalho, no entanto, esse não se sobrepõe à vida desses trabalhadores. Precisa haver uma conscientização de todos os atores envolvidos no cenário: motociclistas, empresas e consumidores", enfatiza Simoni.

?Não há segredo para mudar a realidade. O que precisa é o cidadão se sentir responsável pela vida do outro, pois o trânsito é o local de reconhecer o seu papel de salvar a vida do outro e de si próprio, por isso, é preciso manter atenção, respeitar a sinalização e não desobedecer o básico?, enfatizou o tenente Nathan.

?Se eu esperei, os demais também podem esperar?

Vendedor voltando do trabalho conduzindo moto na noite de ontem (11), Alisson Gabriel Pepryziller foi abordado e logo liberado. Tranquilo, disse não temer blitze. ?Essas abordagens são fundamentais para a gente que anda principalmente de moto, pois o trânsito está muito complicado. Muita gente bêbada, cortando a frente. Então se pegar quem está errado, para a gente que anda correto é muito bom?, enfatizou.

O condutor lembrou o quanto demora para conseguir a habilitação ?mas nem por isso sai conduzindo sem estar preparado. Então, se eu esperei, penso que todos devem também esperar, porque sem carteira, não se está habilitado para dirigir?, frisou Alisson.

No Brasil, motociclistas já são 35% das vitimais fatais

Estudo do Observatório Nacional de Segurança Viária divulgado nessa quarta-feira (11) revela o cenário da mortalidade dos motociclistas no Brasil na última década. Entre todas as vítimas fatais do trânsito em nosso País, quem transita sobre duas rodas lidera um triste ranking de mortes por sinistros nas vias.

Conforme o levantamento, que traz dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde, os motociclistas são mais de 35% do total das vítimas fatais.

A motocicleta se tornou fundamental para a economia do País, principalmente com o advento dos serviços de entrega durante a pandemia e da necessidade de locomoção ágil e mais acessível.

O número de emplacamentos de veículos de duas rodas cresceu 44,67% nos sete primeiros meses deste ano, em relação ao ano passado no Brasil, com 629.937 unidades comercializadas. Somente em julho de 2021 foram emplacadas 112.586 unidades, de acordo com levantamento da Fenabrave. Um crescimento de 5,50% no comparativo com julho de 2020.

Em Cascavel, dados do Detran-PR apontam crescimento de 1,46% no número de emplacamentos no último ano para veículos de duas rodas, que podem ser ciclomotor, motoneta, motocicleta e side car, passando de 40.572 em 2020 (janeiro a junho) para 41.163 nos seis primeiros meses deste ano.

Fonte: Catve.com



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