Covid-19: Toledo segue na bandeira vermelha, mesmo tendo melhoras e estabilidade nos números


A reunião do Centro de Operações de Emergências (COE) desta terça-feira (27) analisou os dados epidemiológicos da última semana epidemiológica (SE 29/2021 - 18 a 24 de julho). Apesar da redução de pacientes, a matriz de risco permanece vermelha, segundo avaliação técnica dos integrantes do COE, devido à necessidade destes números se manterem estáveis por 14 dias. A média móvel de casos teve um decréscimo de 27,12%, enquanto o número de óbitos caiu em 18%. 

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Segundo o médico e integrante do COE, Fernando Pedrotti, o fator preocupante ainda é o alto número de óbitos. “Tivemos muitos casos no mês de junho e isso ainda se reflete nas mortes registradas por Covid-19”. Mesmo com esse fator, o cenário aponta para diminuição dos casos e estabilidade. “Qualquer mudança de cenário precisa se manter por duas semanas para considerarmos um cenário real e podermos ter um cenário mais flexível”. 

Outro fator importante e que gera esperança nos técnicos é a diminuição dos óbitos e a ocupação de unidades de terapia intensiva (UTI). “Os próximos passos, e uma possível mudança na matriz de risco, dependem da manutenção desses dados epidemiológicos”. Pedrotti reforça que para isso é preciso, mesmo com o avanço da vacinação, a continuidade das medidas de segurança como o distanciamento social, uso correto de máscara, lavagem das mãos com água e sabão ou álcool em gel. “Não dá ainda para abandonar esses cuidados”. 

Sobre a vacina:
O aumento na população vacinada, inclusive com a segunda dose, e os cuidados são preponderantes. “É algo que tem feito a diferença de forma muito importante e positiva. A imunização combinada com os cuidados da população é o que leva a uma realidade menos preocupante”. Fernando Pedrotti lembrou que mesmo vacinadas, algumas pessoas podem desenvolver a doença de forma mais branda.  “As vacinas contra Covid-19 são seguras e eficazes, mas não podemos confundir eficácia com não ter a doença, as vacinas evitam casos graves e óbitos”.

Atualmente, segundo as informações repassadas pelo médico Fernando Pedrotti, não existe nenhuma vacina conhecida, para qualquer doença, com 100% de eficácia total. “As mais eficazes chegam a 98% de proteção. É por estas pessoas que poderão pegar a doença que precisamos manter os cuidados e olhar. Mesmo sendo um percentual pequeno, a doença ainda representa riscos. É exceção? Sim, mas significa, antes de tudo, proteger a todos”.

Fonte: Assessoria



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