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Secretaria Municipal de Educação busca alternativas para falta de professores

Foto de: Reprodução

A Secretaria Municipal de Educação (Smed) iniciou neste mês, de forma gradativa, o retorno das crianças às aulas presenciais híbridas. A volta dos estudantes, a começar pelas turmas dos quintos, apontou a dificuldade com o número de professores e professoras para atender a demanda. 

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Segundo o diretor de Administração Escolar da Smed, Genelle Krambeck, esse número é de aproximadamente 60 professores, devido à falta de contratação destes profissionais nos últimos anos. A situação se agravou com a Lei Federal nº 173/2020 editada pelo Governo Federal e que, de acordo com artigo 8º, impede a admissão de pessoal, exceto em caso de reposições por aposentadoria, falecimento ou exoneração do serviço público.

Para diminuir este impacto, na segunda-feira (10), representantes dos Poderes Executivo e Legislativo, iniciaram uma discussão sobre o tema. “Não podemos ficar parados diante desta regulamentação. A educação precisa avançar e é preciso encontrar soluções para a falta de professores”, expôs o prefeito Beto Lunitti. De acordo com o gestor municipal, a Prefeitura hoje possui um concurso para a função em vigência e têm chamado os professores nas situações que a lei permite.

Atualmente a Smed possui aproximadamente 1.100 professores em sala de aula e, além do déficit em função da Lei 173, a preocupação neste momento se configura pelos afastamentos temporários. De acordo com Genelle, muitos professores estão incluídos nos grupos de risco elencados no Decreto nº 849/2020. “Além destes, temos as situações pontuais como professores com suspeita de Covid-19 que acabam entrando em isolamento por 14 dias ou mais, conforme a necessidade e profissionais fora de função devido a restrições médicas, entre outras questões pontuais”. 

Mesmo com a dificuldade oriunda destes fatores, segundo Genelle Krambeck, as escolas municipais têm criado alternativas para suprir essas carências. “As direções e coordenações buscam se reorganizar para que as crianças não tenham nenhum prejuízo, ajustando as demandas pedagógicas de modo temporário, até que o profissional contratado, ou o que está em afastamento, se apresente ou retorne para a instituição”. 

Neste momento, em virtude da pandemia, as escolas municipais seguem uma rotina diferente, com aulas híbridas para algumas turmas, em especial os quintos anos, escalonamento das classes, utilização das tecnologias para a comunicação com os alunos (em especial os grupos de WhatsApp) e a entrega de atividades impressas para quem não tem acesso a tecnologias ou não faz uso dessa ferramenta. “As escolas e os professores estão dando o seu máximo, dedicando-se e sempre se reinventando para oferecer aos estudantes um ensino de qualidade”, conclui Genelle.

Fonte: Assessoria



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