O Setor de Controle e Combate às Endemias de Toledo divulgou nesta quarta-feira (3) que o índice de infestação predial (IIP) do mosquito Aedes aegypti na cidade é de 3,4%, acima do limite aceitável de 1%. O dado foi obtido pelo primeiro Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LirAa) de 2024, que visitou cerca de 1.800 imóveis em todos os bairros do município.
O IIP é uma medida que indica a proporção de imóveis com focos do mosquito, que é o transmissor da dengue e outras doenças. Quanto maior o IIP, maior o risco de uma epidemia. Os bairros com os maiores índices foram Jardim da Mata (15%), Rossoni II (14,28%), Gisela I (13,33%), Tancredo I (10,34%) e Porto Alegre I (10,25%). Os principais criadouros encontrados foram pratos de plantas, lixo, tonéis, ralos e pneus.

A coordenadora do Setor de Controle e Combate às Endemias, Lilian König, alertou para a necessidade de uma ação conjunta entre o poder público e a população para combater o mosquito. Ela disse que esperava um índice menor, já que a equipe tem trabalhado intensamente nas atividades de prevenção e controle. Ela também ressaltou que apenas um dos imóveis visitados era baldio, o que mostra que o problema está nas residências.
Lilian König pediu que os moradores colaborem, cuidando de seus quintais e recebendo bem os agentes de combate a endemias (ACEs). Ela afirmou que é inadmissível que ainda existam pessoas que se recusem a fazer o que é correto, diante do volume de informações sobre o assunto. Ela lembrou que Toledo já confirmou 40 casos de dengue desde agosto de 2023 e que há 67 pacientes aguardando resultado.












