Toledo era o centro de operações de uma organização criminosa que traficava drogas para várias regiões do país. A Polícia Civil do Paraná desmantelou o grupo nesta terça-feira (8), na Operação Carga Fria, que prendeu preventivamente 08 suspeitos, entre eles dois líderes do tráfico que viviam em Toledo.
Conforme a PCPR, sete das prisões preventivas da operação aconteceram em Toledo e uma em Balneário Camboriú (SC). Dois alvos seguem foragidos. Um policial civil de São Paulo também é investigado por fazer parte da quadrilha. Além disso, durante a operação outras sete pessoas presas em flagrante.

O grupo usava caminhões frigoríficos com fundo falso para esconder a maconha que era transportada da região Oeste do Paraná para estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Nordeste. A estratégia era para evitar a fiscalização policial, já que a abertura do lacre poderia danificar a carga refrigerada.
A polícia apreendeu 10 armas, entre elas uma metralhadora, 20 veículos, 8 imóveis e bloqueou 17 contas-correntes dos envolvidos. A ação da polícia causou um prejuízo de R$ 20 milhões aos criminosos.

A operação cumpriu 45 mandados de busca e apreensão em Toledo, Pato Bragado e Curitiba, no Paraná, em Balneário Camboriú, Camboriú e Içara, em Santa Catarina, e em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.
As investigações começaram em março deste ano, quando duas toneladas de maconha foram encontradas no fundo falso de um caminhão frigorífico. A partir daí, a polícia descobriu que o grupo lavava o dinheiro do tráfico por meio de empresas de fachada e compras de bens e imóveis de luxo, principalmente em Balneário Camboriú.

Segundo a polícia, os traficantes tinham uma vida simples antes de entrar no crime e passaram a ostentar riqueza em pouco anos, morando em residências milionárias, bens entes incompatíveis com a renda lícita.












