Na manhã de terça-feira (30), um encontro no Paço Municipal Alcides Donin reuniu integrantes de clubes de serviços, do Clube de Escoteiros Vicentino Incomar e de instituições de ensino para discutir o aumento dos casos de dengue em Toledo. A reunião foi convocada pela administração municipal, destacando a necessidade de conscientização da sociedade para evitar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.
O prefeito Beto Lunitti apresentou um panorama da situação atual, incluindo a contratação de mais de 50 agentes de combate às endemias (ACEs) no ano passado e a realização de oito ecopontos itinerantes que recolheram centenas de toneladas de resíduos.

A coordenadora do Setor de Controle e Combate às Endemias, Lilian König, apresentou um relatório detalhado com dados sobre as ações realizadas pelos ACEs em 2023, incluindo visitas a imóveis, vistorias em pontos estratégicos, notificações e multas. Ela também destacou o programa Agente Mirim, que tem auxiliado nas vistorias em unidades educacionais.
A secretária de Saúde, Gabriela Kucharski, alertou para o aumento de casos de dengue, que saltaram de 300 notificações no mesmo período em 2023 para cerca de 1.100 atualmente. Ela também mencionou que a capacidade de atendimento na rede de saúde é limitada e que já há unidades básicas de saúde recebendo reforço de profissionais para atender a demanda de pacientes com sintomas de dengue.

O prefeito Beto Lunitti anunciou a realização de edições semanais do Ecoponto Itinerante no próximo mês. No ano passado, uma ação semelhante no Fachini recolheu mais de 40 toneladas de resíduos.
Por fim, Lilian König esclareceu dúvidas sobre possíveis ações, como o uso do fumacê, explicando que esse método só mata cerca de 40% dos mosquitos adultos e também extermina outros insetos, como as abelhas sem ferrão. Ela reforçou que a eliminação de possíveis criadouros é a forma mais eficiente de combate à dengue.














