A Polícia Civil do Paraná prendeu 12 pessoas na manhã desta sexta-feira (10) durante a terceira fase da Operação Rastreio, que investiga uma organização responsável pelo envio interestadual de drogas por meio de transportadoras. Entre os detidos estão uma advogada apontada como responsável pela movimentação financeira do grupo e dois suspeitos que atuavam infiltrados em empresas de transporte para facilitar o despacho dos entorpecentes.
A operação foi realizada em Toledo e Cascavel pelo Setor Antidrogas do Grupo de Diligências Especiais (GDE) e pelo Núcleo de Inteligência Policial (NIPOL), com o cumprimento de 12 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão.

Segundo o delegado Eduardo Kwasinski, a investigação está em andamento há cerca de cinco meses. As apurações indicam que a advogada trabalhava ao lado de um dos líderes da organização, administrando principalmente a parte financeira. Já os dois investigados ligados às transportadoras serviam como intermediários internos para permitir o envio das cargas sem o conhecimento das empresas.
Ainda conforme o delegado, inicialmente o grupo adquiria mercadorias regularmente e escondia as drogas durante o transporte ou substituía os produtos. Posteriormente, passou a utilizar notas fiscais e documentos de transporte falsificados para despachar caixas e embalagens contendo entorpecentes. Em algumas apreensões, a polícia encontrou drogas ocultas em fornos e equipamentos agrícolas.

A maior parte das remessas tinha como destino o estado de São Paulo, embora também tenham sido identificados envios para o Rio de Janeiro e outros estados das regiões Sudeste e Nordeste.
Durante os cinco meses de investigação, foram apreendidos aproximadamente 1,5 tonelada de maconha, quase uma tonelada de haxixe, além de cerca de meia tonelada de crack e meia tonelada de cocaína. O prejuízo estimado à organização criminosa chega a R$ 3,5 milhões.

Uma das prisões ocorreu em Toledo, mas a Polícia Civil não informou qual seria a função do investigado dentro da organização.
A Operação Rastreio teve início em abril e já havia resultado na prisão de suspeitos apontados como líderes do grupo em fases anteriores. De acordo com o delegado, a investigação continua e novas prisões não estão descartadas. Até o momento, não houve bloqueio de bens dos envolvidos.












